Sexta-feira, 28 de Outubro de 2005

Políticos

O líder da bancada parlamentar do MLSTP-PSD e o Senhor Presidente da República, envolveram-se em acusações e contra-acusações bombásticas, reiterando desta feita o “primitivismo”, ou vaniloquência de outras ocasiões, que, já cristalizaram e, constituem a essência e forma de fazer política localmente. O povo não conta neste concerto que nos oferecem diariamente, e, a desafinação e agressividade são regras e brindes, para quem pagou um bilhete e deixou-se dormir na plateia. O pior é que quando acordarmos e despertarmos deste pesadelo, provavelmente já não teremos guarida. O sistema continua a apodrecer num contexto de grande impopularidade e indiferença, relativamente às instituições básicas da República e “eles” estão convencidos que o “dinheiro do petróleo” estancará esta velocidade de apodrecimento do sistema em causa. Basta para tal um gesto filantrópico que encha a barriga do povo e remeta-o para a aventura da “cacharramba”. Pensam eles! Momentaneamente, o político é sinónimo de corrupção, desleixo, irresponsabilidade, oportunismos, bandalheira e ligações perigosas em negócios. Têm códigos que mais ninguém percebe; tiques que os cidadãos descortinam ao longe com o olfacto; comportamentos que despertam a curiosidade das múmias. Vivemos assim, numa espécie de “situacionismo dos bonzos” e estes seres que suportam esta doutrina, não hesitam em vender a nossa alma colectiva, se necessário for, em prol dos seus projectos pessoais de sobrevivência política. Só assim se pode compreender que, sistematicamente digam uma coisa sob tímida pressão popular local, ou mesmo internacional, para, no minuto seguinte fazerem exactamente o contrário. Proclamam transparência no dossiê petróleo; no entanto, armadilham inesperadamente os concursos públicos de admissão de quadros nas estruturas ligadas ao sector em causa. Vociferam contra a incompetência e mistura entre o público e privado; mas, rapidamente nomeiam para a defesa dos nossos interesses colectivos, gente interessada em defender os seus interesses privados e das suas clientelas, nas estruturas ou instituições em causa. E assim vamos navegando à vista…


publicado por adelino às 22:03
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