Quarta-feira, 1 de Março de 2006

O Carnaval e a Escola

O Carnaval em muitas localidades de Portugal, é sinónimo de ritmos, cores e máscara. Os ritmos que, variam desde marchas, passando pelo samba e outras variedades, simbolizam a heterogeneidade e o arquétipo local indisfarçável, cada vez mais marcante. Esta variedade rítmica, invade diariamente as nossas casas, bairros, lojas e outros recintos, galga estradas e avenidas, entrando pela Escola impiedosamente. Será que já demos conta de que existe e manifesta-se quotidianamente em muitas Escolas de Norte ao Sul do país? As cores, para além de contribuírem com o seu brilho e dinamismo, para a essência dos três dias de folia, também não deixam de nos entrar pela Escola dentro, sem pedir licença. Será que também já reparamos que muitas Escolas do país são policromáticas por dentro como o Carnaval ? De facto, aceitemos ou não, vivemos num contexto societário multicultural, com ritmos e cores variadas, que, embora reconhecido e esporadicamente analisado e debatido, ainda não interiorizamos a sua essência, e, como tal, a Escola em particular, continua a tocar um instrumento monocromático, sendo ela policromática por dentro. Embora a maioria dos alunos das Escolas, de norte ao sul do país, seja de origem portuguesa, como não podia deixar de ser, condicionalismos locais emergentes, de que não podemos desprezar, tem-nas transformado em Escolas coloridas, com alunos oriundos do Brasil, Ucrânia, Cabo Verde, Angola, S.Tomé e Príncipe, Guiné Bissau, Moçambique, China, França, Inglaterra, Espanha, U.S.A, Venezuela, Moldávia, Roménia, Irlanda, Argentina, Cuba, Escócia e outras paragens. É óbvio que, uma Escola tão heterogénea, provocada pelo crescimento e diversidade populacional local, não pode continuar a tocar e dançar de forma monocromática, desprezando a realidade multicultural envolvente. A concepção e execução dos diversos Projectos Educativos das Escolas, não podem desprezar esta realidade, permitindo assim, que, as mesmas possam tirar as “mascaras” e compatibilizarem-se com os seus espaços exteriores envolventes, passando a serem vistas de fora como policromáticas.

publicado por adelino às 16:47
link do post | comentar | favorito
|

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Janeiro 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

.posts recentes

. A Morte de Chico Paleio

. Bons e Maus Chefes de Coz...

. A Ilusão do Poder de Sãm ...

. O Festim Carnicento dos “...

. O Presunto dos Bufados

. Branco mas Pouco Transpar...

. O Curandeiro, o Médico e ...

. Um Príncipe Quase-Perfeit...

. Mexer no Sistema para Mud...

. Os Aprendizes de Feiticei...

.arquivos

. Janeiro 2011

. Setembro 2010

. Fevereiro 2010

. Agosto 2009

. Maio 2009

. Março 2009

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Janeiro 2008

. Setembro 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Julho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

. Maio 2005

. Abril 2005

. Janeiro 2005

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds