Quarta-feira, 13 de Julho de 2005

Independência





Lá se foi mais um aniversário da independência nacional, comemorado com pompa e circunstância. Notou-se pela primeira vez, a presença anormal de vários chefes de Estados e outros representantes, mais ou menos importantes, de vários países. Dois factos relevantes merecem a atenção:
a) o discurso descrente, triste, emotivo e autêntico da generalidade da população que, tive a oportunidade de ouvir e ver num registo radiofónico ou televisivo;
b) o discurso avulso, com alguns rasgos de esperança, titubeante, e, com tiques de autismo, que alguns políticos nos ofereceram.
Nunca no país “as águas” estiveram tão separadas, tão distantes, comportando-se como líquidos imiscíveis. É cruel constatar, que, exactamente no trigésimo aniversário da independência nacional, isto tenha acontecido. Não sendo nada inesperado, até pela fartura festiva, programada ao milímetro, com a finalidade de fazer o “povinho” esquecer as amarguras diárias e enterrar-se de corpo e alma na referida festa, acho no entanto, que, o momento deveria ser mais de reflexão do que de comemoração. Não creio que possa haver mais artifícios que, nos possa distrair do desespero geral. Paulatinamente começamos a caminhar para o ponto de saturação. Isto torna-se perigoso, quando a forma o conteúdo e o tom discursivo, de largos sectores da população, começam a convergir, no sentido de colocar em causa os desígnios e a motivação, inerente à luta que permitiu a independência nacional. Concordando-se ou não com estas pessoas, para as mesmas, é a própria independência nacional que está momentaneamente em causa. Os próximos tempos prometem. O que me parece no entanto preocupante, é que, alguma elite intelectual, com responsabilidades, entre neste jogo demagógico, furtando-se no entanto a lutar, a afrontar e a investir, permanecendo subjugada aos contornos de um cepticismo tacanho, fazendo com tal passivamente, a politica do poder estabelecido


publicado por adelino às 00:24
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